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Homenagem: Regina Fillipov

Regina Filippov ao lado dos filhos Michael e Sandi

A história da família Filippov

Ditadura militar brasileira, voo para Austrália e pouso definitivo no Canadá. Regina Filippov morou na Austrália, mas o Canadá foi o país que conquistou o coração da família.

Antes de lançar a âncora no Canadá, a família Filippov desembarcou, em terras australianas, o sonho de viver em um país melhor. Professora de música nascida em Campos, RJ, Regina Filippov será homenageada no Brazilian Day Canada e compartilha com os leitores a história que a tornou uma Brazilian Canadian ao lado do marido e dos filhos.

Primeiro, a decisão de sair do Brasil foi motivada pela ditadura militar (período político brasileiro de 1964 a 1985). O marido era imigrante e viver lá se tornara difícil. O primeiro destino foi a Austrália. “Não consegui me adaptar, era quase no fim do mundo. Como a família do meu marido estava nos Estados Unidos, resolvemos vir para o Canadá, que era mais perto deles e do Brasil também.”

O Canadá abriu as portas para a família Filippov em 1968, mas algumas janelas do novo lar estavam fechadas. “Quando vim para o Canadá passei três anos em Montreal e, apesar de trabalhar na Radio Canada Internacional, foi uma época quando começou o movimento separatista e como não falávamos francês, havia muita dificuldade até mesmo para fazer compras”, afirmou.

Mas valeu mesmo apenas vir morar no Canadá? “Valeu muito. As coisas estavam difíceis e continuaram difíceis por muitos anos (em referência à ditadura militar), principalmente para os imigrantes, como era o caso do meu marido. O jeito foi arrumar as malas e procurar um país mais estável.”

A pequena Sofia com a avó Regina Filippov e a mãe Elida

Corretora de imóveis há duas décadas e, Regina Filippov também tem se dedicado nos últimos 12 anos como sócia de publicações brasileiras, incluindo um guia anual. Ela também publica há oito anos a revista Sotaque Brasileiro, que agora se chama Brazilian Wave.

Regina Filippov é mãe do engenheiro de som, Michael, nascido em Montreal, e de Sandi, natural de Hamilton. Sandi trabalha como tradutora para empresas e resolveu fixar residência no Brasil ao se apaixonar pelo país após passar férias no Rio de Janeiro.

Avó de Sofia, de cinco anos que é filha de Michael, Regina Filippov viu os filhos crescerem na sociedade multicultural do país da não-violência. “Os jovens têm muita liberdade aqui, mas acho que isso é consequência de primeiro mundo. Talvez o fato de poderem sair dia e noite sem se preocuparem tanto com segurança seja um fator.”

Regina Filippov esteve no Brazilian Day Canada do ano passado. “É um evento que torna o nome do Brasil em evidência não só na cidade de Toronto, mas também nas cidades vizinhas e até em outras províncias. Ao mesmo tempo, coloca Toronto em evidência pela TV Globo Internacional, como uma terra que não é só de esquimós – tem brasileiros e muito calor.”


Homenagem: Arnon Melo

Arnon Melo: “Cheguei no dia 25 de Abril de 1990 (...) Senti que o Canadá era o lugar onde deveria estar.”

O Brazilian Canadian Arnon Melo será outro homenageado do Brazilian Day Canada.

Nesta edição do Brasil News mais um dos homenageados do Brazilian Day Canada 2010. A maior festa de rua brasileira que terá a participação da cantora Ivete Sangalo homenageará brasileiros com mais de vinte anos de residência no Canadá. Nesta edição, conheça a história de vida do empresário Arnon G. Melo.

Arnon Melo nasceu em Taquarituba, interior de São Paulo. Antes de mudar para o Canadá, ele trabalhou durante dois anos para a empresa aérea Varig no Aeroporto de Congonhas. Hoje, ele é dono da Mellohawk Logistic, ao lado do sócio Peter Hawkins.

Quando você chegou ao Canadá e por que escolheu o país para morar?
Cheguei no dia 25 de Abril de 1990. Decidi morar aqui, pois me identifiquei muito com Toronto e os amigos que fiz aqui. Senti que o Canadá era o lugar onde deveria estar.

Fale-me do perfil da sua empresa, da sua atuação nela e sobre os negócios desenvolvidos no Canadá?

Nossa empresa e a MELLOHAWK Logistics a qual sou o Presidente. Nossa empresa e uma empresa de Logística Internacional e movimenta carga para o todo o Canadá e o Mundo. Somos partes de um network de mais de 160 agentes no mundo. Atuamos muito com o Brasil e América do Sul.

A sede de juventude pela independência e o desejo de aprender o idioma inglês trouxeram Arnon Melo para o Canadá.

Qual a maior dificuldade enfrentada depois que migrou para o Canadá?
Acho que foi conseguir o meu primeiro emprego e um lugar para morar. Depois que comecei a trabalhar tudo se encaixou mais fácil. Minha experiência aqui foi e tem sido excelente, pois amo o Canadá desde que cheguei.

Valeu a pena migrar para o Canadá e por quê?
Valeu e muito. Sai do Brasil procurando minha independência e fluência na língua inglesa. O Canadá lhe dá todas as oportunidades para você ser o que quiser desde que você se dedique ao seu sonho.

Você foi ao Brazilian Day Canada ano passado?
Sim e a MELLOHAWK Logistic foi um dos patrocinadores Gold do event.

O que o Brazilian Day Canada significa para você?
Significa um dia de celebração para a cultura Brasileira no Canadá e uma afirmação de que culturas diferentes podem conviver juntas. Os laços de amizade entre Brasil e Canadá se fortaleceram ainda mais com este evento.

“O Canadá lhe dá todas as oportunidades para você ser o que quiser desde que você se dedique ao seu sonho.”


Homenagem: Maria Lúcia Melo

O Brasil News lançou na última edição a homenagem que fará aos Brazilian Canadian no Brazilian Day Canada. Conheça a história da imigrante Maria Lúcia Melo.

Do Guarujá para o Canadá

“Venho de Guarujá, uma cidade no litoral de São Paulo. Eu, meu marido Marcos, e nossa filha mais velha, Priscilla (que na época tinha seis anos de idade). Chegamos ao Canadá no dia 27 de outubro de 1984. Eu estava grávida de seis meses à espera do meu filho do meio, Patrick. Anos depois tive a minha terceira filha, Rachel.
A idéia de virmos ao Canadá foi de meu esposo. Eu estava um tanto receosa de vir para cá, pois apesar de ser dona de casa, tínhamos uma boa vida no Brasil. Meu marido tinha um bom emprego, tínhamos nossa própria casa, e eu também estava grávida de meu segundo filho. Entretanto, nós éramos jovens e eu resolvi acompanhá-lo na viagem.

Enfrentamos várias dificuldades e a maior delas foi a diferença entre culturas e línguas, pois não falávamos nem um pouco de inglês, e na época havia poucos brasileiros em Montreal (a primeira cidade em que moramos no Canadá). O frio também era muito rigoroso e por esses motivos sempre mudávamos de estado. Já moramos em Montreal, Vancouver e Windsor, mas Toronto foi a cidade com que mais me identifiquei.

Desde que cheguei trabalhei em diversas ocupações: ajudante em fábricas, cozinha, baby-sitter, e atualmente sou diarista.
Outra dificuldade imensa que passamos foi que meu esposo ficou doente, e não tínhamos família no país para nos ajudar. Hoje ele já está de volta ao Brasil e está melhor de saúde.

Apesar de ter sido inicialmente contra a mudança para o Canadá e de tê-la feito apenas para acompanhar meu marido, hoje eu percebo que nossa vinda para cá valeu muito a pena. A cultura e o inglês ajudaram um pouco a minha filha a ser bem sucedida no Brasil. Morar aqui por estes quase 26 anos foi uma grande lição de vida. Eu fui exposta a muitas pessoas e culturas diferentes, algo que provavelmente não teria acontecido se eu continuasse a morar em Guarujá.

26 anos de vida no Canadá e apaixonada pelo Brasil

Também aprendi muito durante a minha estadia aqui. Em novembro deste ano estarei voltando de vez para o Brasil (estamos apenas esperando minha filha mais nova se formar no colegial), e tenho certeza de que estarei levando comigo uma grande lição de vida que adquiri aqui no Canadá.

Fui ao Brazilian Day ano passado. Fiquei muito feliz que a festa finalmente chegou ao Canadá. O Brazilian Day significa muito para mim, pois nada substitui o Brasil no meu coração. Sou completamente apaixonada por minha terra, mas infelizmente fiquei muitos anos longe de nossa cultura aqui no Canadá.

Há apenas uns 10 anos que os brasileiros começaram a aparecer mais por aqui, embora tenha sido apenas nos últimos cinco anos que eu finalmente pude me sentir conectada à nossa cultura (via brasileiros morando em Toronto, a Globo Internacional, etc). Além de tudo o Brazilian Day é, para mim, uma ótima maneira de celebrar e homenagear nossa cultura e país. É muito gostoso poder fazer parte disso.”


TV Globo Internacional e Brasil News trazem para TO: Ivete Sangalo

“Que se preparem que estou chegando para matar a saudade!”

Ivete Sangalo vai tremer o chão do Yonge-Dundas Square no dia 6 de setembro no Brazilian Day Canadá 2010. A baiana de Juazeiro – a cidade separada de Petrolina (PE) pelo rio São Francisco conquistou de vez o lugar ao sol e também brilha ao lado de todas as estrelas depois que lotou o maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã. Yes! A mãe do pequeno Marcelo se tornou a estrela de maior brilho da música brasileira. Hoje é difícil imaginar que a cantora da noite de uma cidade sertaneja do interior baiano, musa da Banda Eva é hoje a poderosa senhora Ivete Sangalo.

Ivete Sangalo foi eleita a Melhor Cantora  no Troféu Imprensa 2010. Ela ainda conquistou o prêmio de Melhor Produção de Moda de Artista Feminino na 19ª edição do Troféu Dodô & Osmar com mérito também para o seu bloco de carnaval, o Coruja, que abocanhou o melhor do circuito avenida.

Em 2008, Ivete Sangalo ganhou o status de “Maior vendedora de DVD’s do mundo em 2007”. O DVD ao vivo no Maracanã atingiu a marca de 604 mil cópias. A cantora deixou para trás a banda Nirvana – que vendeu cerca de 174 mil discos com o Unplugged in New York.

Com fôlego para encarar multidões nas ruas em cima de trio elétrico ou em grandes casas de espetáculos, somente para se ter uma ideia, desde os tempos da Banda Eva, a agenda de Ivete Sangalo somava cerca de 30 shows por mês.

Ivete Sangalo concedeu uma entrevista exclusiva para o Brasil News e falou sobre a emoção de cantar longe de casa, sobre o filho Marcelo, e sobre o show no Maracanã que a consagrou ainda mais.

Quando veio a Toronto para um almoço promovido pela Publisher do Brasil News, Tânia Nuttal, o diretor da TV Globo Internacional, Amaury Soares, trouxe a notícia da escolha do apresentador Serginho Groisman para ser o mestre de cerimônias do BDC 2010. Quanto à grande estrela que cantaria no palco, ele deu algumas pistas, mas não revelou o nome.

A cantora baiana concedeu entrevista ao Brasil News e fala da carreira, do filho e da emoção de cantar fora do Brasil em Nova York, no dia 4 de setembro no Madison Square Garden. Depois disso vocês já sabem: a próxima parada de Ivete Sangalo será em Toronto no Dundas-Yonge Square. Enquanto o dia não chega, confira a entrevista exclusiva que a cantora concedeu ao Brasil News.

Você  já esteve no Canadá? Caso sim, qual a impressão que teve do país? Caso não, que país você  espera encontrar?

Não, nunca estive, mas sempre fiz planos de visitar. Espero encontrar um país organizado e bem estruturado, e muito das belezas dos postais.

O seu show será  em Toronto, a maior cidade do Canadá  que recebe imigrantes de todas as partes do mundo. Entre eles, os brasileiros. Que mensagem você daria no palco para a nossa gente que busca uma vida melhor tão longe de casa?

É preciso ter força e coragem para viver longe do seu país e da família, por isso acho que deveriam se orgulhar dessa força e seguir adiante de cabeça erguida! E que se preparem que estou chegando para matar a saudade!

Como é cantar fora do Brasil, a emoção é mais forte ainda?

Muito gostoso, especialmente quando vejo o verde e amarelo em meio a multidão. É valioso demais ver cada indivíduo brasileiro levantando a nossa bandeira.

O seu show no Maracanã  reuniu um público gigante que consagrou mais ainda uma grande artista e mulher brasileira. Como foi esse grande momento em sua vida?

Foi especial demais, sem dúvida um momento muito importante para a minha carreira. O público faz sempre um show à parte e me dá esse brilho que existe em meus projetos.

Após o nascimento do seu filho, como é ser mãe e ter ainda que administrar a carreira profissional?

A gente se vira, chora, sofre com a distância, mas é preciso conciliar. Ser mãe foi a melhor e mais emocionante experiência que eu poderia ter. Gosto de me dedicar em tempo integral e balançar pra conciliar tudo (risos).


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